Da fundação ao acabamento: conheça as funcionalidades de produtos para construção

Para a realização de uma construção civil é preciso muito planejamento. Como é realizado um bem de longo prazo, requer cuidados durante todo o processo, até mesmo porque, no futuro, se houver algum problema interno, o desgaste para consertar trará muito desconforto.

Uma vez que, pode exigir a quebra de uma parede ou do chão. Por isso, investir em materiais de qualidade é indispensável.

Outro ponto essencial para começar a construção, é ter um bom projeto de fundação – o projeto que monta a infraestrutura do prédio, a parte da estrutura que fica abaixo do solo.

São os elementos de fundação responsáveis por receber as cargas da estrutura e as transmitir para o solo.

Há diferentes tipos de fundação e é o projeto que definirá qual é o melhor tipo para ser usado na construção, considerando: solo do terreno, tipo de estrutura e a disponibilização de recursos técnicos e financeiros.

O uso da fundação correta para o local, previne recalques do solo que causam trincas na edificação, por exemplo.

Tipos de fundação

  • Fundações rasas ou diretas: estas são divididas em 3 tipos – sapatas, blocos e radier.

São aquelas que a carga é transmitida ao solo por meio de elementos superficiais, podendo até mesmo ser feita manualmente.

Não é preciso equipamentos de grande porte para a cravação ou escavação, elas são executadas nas primeiras camadas do solo.

Solos de areia compacta, argila mole, aterro não compactado e presença do lençol freático, são exemplos de solos que apresentam características para usar esse tipo de fundação.

  • Fundações profundas ou indiretas: estão divididas em estacas, tubulões e caixões. Elas são o contrário das rasas pois, são feitas nas camadas mais profundas do solo.

Na maioria das vezes, requer uso de equipamentos de grade de escavação ou cravação.

Pode ser feita em qualquer tipo de solo mas, é o engenheiro civil que decidirá qual a melhor fundação a ser feita.

Compra de produtos

Passando a fase das fundações e tendo o projeto desejado em mãos, é hora de ir atrás dos materiais para essa construção se tornar realidade.

Já sabemos que todo o cuidado é pouco na compra de materiais para construção, afinal, são produtos que podem ter um custo alto.

As dicas abaixo ajudarão a fazer uma preparação melhor antes de ir às compras:

  • Monte uma lista dos itens que irá precisar, especificando quantidade, marca, o material, cor, etc.;
  • Fique atento às medidas, isso ajudará a não ter nenhuma surpresa de que a peça comprada se encaixará no espaço necessário ou no caso da compra de tijolos, por exemplo, sua medida ajuda a calcular a quantidade necessária – importante lembrar que, há diferentes nomes para os tijolos, como tijolo comum, baiano, bloco, etc.;
  • Não compre em excesso! Às vezes pensamos que estaremos seguros se comprarmos a mais, sendo que, na maioria das vezes, o profissional encarregado já calcula uma quantidade a mais por segurança. O risco é de ficar com material extra guardado;
  • Não compre por impulso: se não está na lista mas, você acabou encontrando algo que gostou, o melhor é comunicar o encarregado da obra e perguntar, porque depois que o projeto está pronto, mudar pode não dar certo;
  • Escolha fornecedores de boa reputação. Obras são demoradas para serem concluídas e ter problemas com data de entrega ou a não entrega do material comprado, poderá atrasar ainda mais;
  • Confira os produtos entregues, conte-os, observe se não há nenhum defeito. Esta atitude é para ser feita na hora da entrega, após não ter garantia de provar que o produto já foi entregue com defeito ou faltando.

Alguns problemas que podem ser resolvidos com os produtos certos

  • Impermeabilização de paredes: o excesso de água em paredes pode causar danos, como aparecimento de mofo, cheiro forte, umidade, descolamento de reboco ou infiltração.

Isso acaba ocorrendo porque, o revestimento externo não foi feito adequadamente. Para evitar esse dano, é preciso usar produtos como aditivo plastificante, tintas asfálticas, adesivos para argamassas ou impermeabilizante;

  • Cupim: o cupim aparece em área de madeira. Esses bichinhos são comilões e, de fato, causam um prejuízo alto na recuperação ou reposição da peça afetada, como janela, porta ou móveis.

Para evitar que eles apareçam, é indicado o uso de inseticidas. Hoje em dia, se encontra ceras, tintas e vernizes que, além de serem especializados em acabar com este inseto, também tratam a madeira;

  • Paredes internas com rachaduras: se não forem ocasionadas devido à escolha errada da fundação feita para o solo do local, o problema pode estar no tipo de tijolo escolhido, que pode não ser apropriado para o tipo de alicerce da obra.

Como por exemplo, o tijolo baiano que fora seu benefício de custo e seus furos, que fazem a obra render mais, são fracos para aguentar alicerces pesados.

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